O setor imobiliário brasileiro vive de altos e baixos. Nos últimos 15 anos os números foram extremamente positivos, depois caíram e recentemente foram retomados. Por isso, resolvemos falar sobre A retomada do setor imobiliário em 3 pontos responsáveis por estas alterações, tornando novamente um setor interessante para investimentos.

De fato, a compra da casa própria continua sendo um sonho para milhões de pessoas. E aquelas que já possuem um imóvel para chamar de seu encontram neste setor uma opção interessante para fazer investimentos. Uma prova da retomada foram os aumentos no número de lançamentos imobiliários feitos em 2019.

Comprar um imóvel é uma decisão que precisa ser amadurecida com o tempo, já que os financiamentos costumam levar anos para ser concluídos. Mesmo assim, é a aquisição de um patrimônio sólido, que pode servir para morar, alugar ou vender no futuro após a valorização. Entenda agora a retomada do setor imobiliário em 3 pontos.

Setor imobiliário brasileiro oscila nos últimos anos

O Brasil vivia um período de prosperidade nos últimos anos da década de 2000, mesmo com a crise mundial de 2008. Um levantamento feito pelo Banco das Compensações Internacionais (BID), mostrou que houve valorização imobiliária de 121% nos cinco anos seguintes pós-crise de 2008. Entre 2008 e 2011 a valorização anual foi acima de 20%.

Só que a partir de 2013 a economia brasileira começou a dar sinais de fragilidade e apresentou uma curva decrescente, principalmente a partir de 2015. Nem mesmo as obras realizadas em virtude da Copa do Mundo de 2014 foram suficientes para despertar o interesse por compras. E assim continuou nos anos seguintes, com números ruins em 2016 e 2017.

O setor imobiliário brasileiro voltou a crescer fortemente em 2018, já mostrando sinais de uma recuperação econômica. O mercado ainda não atingiu o mesmo patamar dos primeiros anos da década de 2010, mas é algo que deve acontecer gradualmente. Nem mesmo a pandemia de Covid-19 freou esta melhora significativa.   

1.     Queda nos juros

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Em outubro de 2016 a taxa básica de juros, a Selic, estava em 14,25%, em 2020 ela atingiu o menor patamar da história, com 2% em agosto. A queda de juros é uma excelente notícia para pessoas que pensam em investir no setor imobiliário, já que o crédito fica mais interessante, seja para a compra de novas unidades ou para a construção.

Enquanto isso, o rendimento de outras aplicações financeiras é péssimo com a Selic baixa. Por isso, pessoas que possuem grandes capitais passaram a buscar novas alternativas de investimentos. Então, a taxa de juros contribui de duas formas: baixando os custos para a compra e reduzindo os lucros em outros investimentos.

2.     Ampliação no limite para financiamentos

Nos últimos anos a Caixa Econômica Federal vem aumentando o teto para financiamentos da casa própria, a queda nos juros é uma tendência do mercado. Ou seja: os interessados podem pegar um valor maior emprestado e mesmo assim conseguirão enfrentar uma taxa de juros baixa.

Atualmente o banco oferece financiamentos imobiliários conforme três modalidades de correção: IPCA, TR e Prefixado. O saldo devedor é atualizado todos os meses na data do vencimento das prestações Veja os valores atuais de juros:

  •       IPCA: entre 2,95% e 4,95% ao ano;
  •       TR: de 6,50% a 8,50% ao ano;
  •       Prefixado: entre 8% e 9,75% ao ano.

A Caixa informa que para o Sistema de Financiamento da Habitação (SFH), os imóveis podem ser de até R$ 1,5 milhão. Enquanto isso, para o Sistema Financeiro Imobiliário, não há limite.

O governo federal criou o programa Casa Verde e Amarela, substituto do Minha Casa Minha Vida. A ideia é que a nova versão disponibilize ainda mais vantagens para quem deseja sair do aluguel e comprar a casa própria. Para isso, serão oferecidas condições especiais, onde famílias com renda mensal de até R$ 5 mil podem participar.

Segundo dados da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), a cada ponto percentual reduzido nos financiamentos imobiliários, há uma queda de 10% no montante que seria desembolsado pelos compradores ao fim dos pagamentos. Portanto, por menor que as reduções nos juros possam parecer, continuam sendo ótimas.

3.     Mais lançamentos imobiliários

Os dois itens anteriores contribuem para este, onde o mercado ajuda a aquecer o setor imobiliário. A construção civil é uma atividade que depende de planejamento, pode levar anos para que um lançamento imobiliário aconteça, são diversas licenças necessárias, por exemplo. Além disso, as empresas devem ter conhecimento do interesse do público pela compra.

Conforme dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional), houve uma alta de 15,45% nos lançamentos em 2019 em comparação com 2018. As informações foram colhidas em 90 municípios brasileiros, considerando as 17 maiores cidades do país e outros 73 municípios de regiões diferentes.

Em 2019 as altas foram reforçadas no último trimestre do ano, quando os lançamentos imobiliários aumentaram 28,3% em relação ao 3º trimestre e 8,4% maior do que o 4º trimestre de 2018. Além disso, houve uma alta de 13,9% nas vendas feitas em outubro, novembro e dezembro de 2019. Os números são bons em todo o país.

O Sudeste foi a região com melhores índices, onde houve um aumento de 19,18% em relação aos lançamentos nos municípios pesquisados, foram 82.003 novos imóveis disponíveis, contra 68.804 de 2018. No Sul foram 9,15% mais lançamentos anuais, com 13.716 em 2019.

Retomada do setor imobiliário: Como investir no setor imobiliário?

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Hoje você percebeu que o mercado imobiliário está em ascensão, mas como fazer investimentos no setor? O grande problema é que existe uma “barreira” para quem pretende começar a investir. Para imóveis na planta geralmente o valor exigido como entrada é baixo. É comum que as empresas exijam apenas que seja pago 25% até a conclusão das obras.

No caso de imóveis prontos para morar, as exigências de entrada são mais ferozes. Em alguns casos costumam solicitar até 30% do valor. Por exemplo, em um imóvel que custa R$ 300 mil seria necessário pagar R$ 90 mil de uma vez. Portanto, muitas vezes investir em imóveis, ao menos para alugar, é algo restrito a pessoas que possuem um poder aquisitivo maior.

O atual cenário é positivo para a compra de imóveis no Brasil, talvez nunca tenha sido tão tranquilo assumir um financiamento. É algo que mostra o otimismo enxergado pelas construtoras e por bancos. Isso quer dizer que novos lançamentos devem continuar sendo feitos, mantendo a máquina aquecida. O problema é quando as unidades ficam encalhadas.

A pandemia de Covid-19 prejudicou a retomada do setor imobiliário?

Especialistas do segmento acreditavam que 2020 seria o ano para o setor imobiliário, mas a chegada da pandemia de Covid-19 adiou os planos. Essa aceleração seria motivada pelo aumento na confiança dos consumidores e na melhora da renda. Tudo estava correndo bem, inclusive as quedas na taxa Selic foram excelentes.

Em 2019 o valor médio das vendas teve uma queda de 3,97% e em 2020 a expectativa era de uma retomada. Só que não foi tão ruim quanto o esperado. As pessoas passaram a ficar mais tempo em casa e perceberam que deveriam investir na compra de um imóvel mais confortável – essa é uma hipótese para o número de vendas ter se mantido estável.

Uma pesquisa feita pela consultoria BRAIN Inteligência Estratégica mostrou que em junho 22% das pessoas que pensavam em comprar um imóvel efetivaram o desejo. O índice é seis pontos percentuais maior do que em março e três acima de abril. Ainda assim, conforme dados do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), em abril houve uma queda de 27,7% nas vendas em relação a 2019.

Especialistas indicam ainda que houve uma demanda reprimida, e que isso será visto no futuro. As pessoas não desistiram de comprar imóveis durante a pandemia, mas adiaram essa decisão. A expectativa é de que em 2021 os números voltem a aumentar, principalmente se for descoberta uma cura para a Covid-19.

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