A venda de imóveis no Brasil passa por altos e baixos ao longo dos anos. Por exemplo, entre 2013 e 2018 o setor da construção civil passou por um momento conturbado, com poucos interessados na compra de propriedades. Agora a Abrainc aponta crescimento na venda e nos lançamentos de imóveis, mesmo que a pandemia siga firme.

A Abrainc divulgou números positivos referentes ao mês de julho, mostrando que após o decreto de pandemia em março, o setor voltou a respirar. Existem alguns motivos que levam a crer que o segmento da construção civil seguirá apresentando números positivos ao menos até 2023, quando finalmente deve atingir os números que havia conquistado no começo da década de 2010.

O crescimento na venda e nos lançamentos de imóveis é algo extremamente interessante. As pessoas que estavam planejando a compra de um imóvel podem assim encontrar mais opções disponíveis antes de fechar um negócio, por exemplo. Além disso, quando a economia demonstrar claros sinais de recuperação, então o setor imobiliário lucrará ainda mais.

Crescimento na venda e nos lançamentos de imóveis atinge o melhor patamar desde 2014

Em julho de 2020 foram comercializadas 13.023 unidades habitacionais, o que representa um aumento de 58% nas vendas em comparação com 2019. Conforme o balanço mensal da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), foi o melhor mês desde maio de 2014. Aliás, nem mesmo a pandemia freou o momento positivo do setor imobiliário.

Esse levantamento foi realizado com base em informações repassadas por incorporadoras do país, mostrando que entre maio e julho houve um aumento de 25,5% nas vendas em comparação com o mesmo período de 2019. Desse modo, as vendas totalizaram 35.814 unidades comercializadas. Assim, são dados que mostram como o setor reagiu bem à crise econômica.

Ao considerar o período dos últimos 12 meses, então foram vendidas 125.380 unidades, mostrando um aumento de 9% em comparação com os 12 meses anteriores. Além disso, ao tratar apenas sobre as vendas líquidas, quando os distrato são considerados, a elevação foi de 56,2% em julho. Ainda levando esse dado em consideração, houve aumento de 12,1% nos últimos 12 meses.

Lançamentos de imóveis voltam a acontecer

Os primeiros meses do ano foram positivos para a construção civil, até março. Nos meses seguintes, até maio, houve uma queda de 14,8% nos lançamentos, diferente do que era previsto anteriormente. Conforme uma pesquisa divulgada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), os empreendedores do setor ficaram preocupados com os efeitos da Covid-19.

Contudo, em julho houve uma elevação de 38,2% em relação aos lançamentos de imóveis, segundo dados da Abrainc. É algo que mostra a força da construção civil no país, que mesmo em meio a uma pandemia, conseguiu recuperar o vigor rapidamente e mostrar como é possível vender. Esse é um sinal que as construtoras estão confiantes na recuperação econômica.

Os mais impactados foram os setores de médio e alto padrão, mas que desde julho vem registrando números positivos. O aumento do número de lançamentos era algo previsto para 2020 e que deve continuar como tendência em 2021. Aliás, o mercado imobiliário vive o seu melhor momento desde 2013, quando entrou em crise.

Lançamentos de imóveis no Minha Casa Minha Vida

Existe um déficit habitacional de 7,79 milhões de moradias no Brasil, por isso as construtoras continuam investindo em novos empreendimentos imobiliários. No mesmo mês de julho de 2020, houve um aumento de 47% nos lançamentos dedicados ao Minha Casa Minha Vida, bem como uma elevação de 62,4% nas vendas.

Portanto, os imóveis destinados ao programa financiado principalmente pela Caixa Econômica Federal tiveram um crescimento bem acima da média. Considerando somente os imóveis de médio e alto padrão, a elevação foi de 7,3% em relação ao lançamento de imóveis. Enfim, são números que mostram como a incerteza está diminuindo.

Crescimento na venda e nos lançamentos de imóveis mesmo durante a pandemia

Por que as vendas de imóveis continuam em alta mesmo durante a pandemia? Existem pelo menos três teorias que ajudam a mostrar os motivos que levam o setor da construção civil apresentar números positivos mesmo com as crises econômica e sanitária. São eles:

  1. Queda na Taxa Selic e juros menores;
  2. Queda nos rendimentos da renda variável;
  3. Mais tempo em casa e exigência por imóveis melhores.

Em primeiro lugar, a queda na Taxa Selic fez com que os juros nos financiamentos imobiliários ficassem menores. Desse modo, as pessoas que já possuem um financiamento podem procurar os bancos e renegociar as condições de pagamentos. Assim como os interessados em novas aquisições podem ser beneficiados com valores mais brandos.

Em segundo lugar, a queda nos rendimentos da renda variável, proporcionada pela redução da Selic para 2%, tem levado investidores a apostar no mercado imobiliário. A compra de imóveis é vista como algo seguro, que permite a constituição de um patrimônio seguro e estável. Assim, é possível lucrar com aluguéis e com a revenda do imóvel.

Por fim, as pessoas foram obrigadas a ficar muito mais tempo em suas casas e apartamentos durante a pandemia de Covid-19. Isso mostrou a muitas delas a verdadeira importância de morar em um local aconchegante e confortável. Portanto, passaram a buscar alternativas de imóveis para adquirir e suprir suas necessidades.

Setor imobiliário vinha melhorando desde 2018

Podemos dizer que o Brasil viveu o seu auge no mercado da construção civil entre 2008 e 2013. Nesse período, mesmo com o mundo passando por uma crise econômica, o país vivia grande fase e lançamentos aconteciam de maneira constante. Somente em 2013 foram financiados 529,8 mil imóveis no país.

Contudo, a partir de 2013 a economia começou a desacelerar e apareceu uma curva decrescente, vista principalmente em 2015. Nem mesmo a Copa de 2014 e suas obras foi capaz de reacender o mercado. O setor imobiliário seguiu em baixa até 2018, com uma baixa procura por imóveis e um número limitado de lançamentos.

Em 2018 houve uma alta interessante, conforme a Abrainc, todos os setores foram beneficiados. A alta foi de 33,5% em comparação com 2017, registrando 110.118 unidades, sendo que o setor foi puxado principalmente pelas habitações populares. As unidades de médio e alto padrão representaram apenas 22.873 unidades, para se ter ideia.

Os números continuaram positivos em 2019. Por exemplo, no terceiro trimestre em comparação com 2018, o segmento médio e alto padrão teve acréscimo de 20%, principalmente nos bairros de alta renda de São Paulo. A Taxa Selic estava em 4,5%, mais do que o dobro atual, e naquele período já era considerada uma das responsáveis por potencializar as vendas.

Portanto, o cenário atual, com essa boa elevação registrada em julho, provavelmente se repetirá nos próximos levantamentos. É algo que vem sendo percebido desde 2018 e que deve seguir assim ao longo dos próximos anos. Enfim, nem mesmo a pandemia de Covid-19 foi capaz de interromper o crescimento do mercado imobiliário.

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