Em tempos de pandemia, muitos brasileiros acabaram por atrasar o aluguel. Mas esse não é o fim. Confira abaixo algumas dicas esclarecedoras que poderão abrir seus olhos para algumas oportunidades

A pandemia do coronavírus trouxe diversos desafios ao redor do mundo inteiro, e além da saúde, a questão financeira foi um dos pontos que afetou milhões de pessoas. Algumas contas básicas, como o aluguel, por exemplo, foram ameaçadas diante de tanta incerteza e dificuldades no mercado de trabalho. Se você atrasou o aluguel ou está pensando em devolver o imóvel, o texto abaixo vai te mostrar algumas saídas possíveis para que você possa resolver essa questão.

Importante esclarecer que um problema como aluguel atrasado é bastante comum, ainda mais em tempos como esse. O percentual de brasileiros com dívidas atingiu patamar de 66,5% em janeiro de 2021, um aumento de 0,2% em relação ao mês anterior e de 1,2% na comparação com janeiro de 2020.

O dado é da recente edição da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) e leva em conta dívidas como cartão de crédito, cheque e empréstimo pessoal, prestações de casa e carro, carnês, crédito consignado, entre outros.

Contudo, a mesma pesquisa afirma que esses consumidores organizaram seus  orçamentos domésticos e estão conseguindo quitar os compromissos financeiros. Organização financeira é essencial em tempos tão incertos como esse e abordaremos o assunto mais abaixo, entre outras dicas esclarecedoras. Confira!

O poder da negociação: confiança e transparência

Antes de começar qualquer tipo de negociação sobre atraso de aluguel, é importante que sua relação, seja com a imobiliária ou o proprietário, seja baseada em confiança e transparência. Em tempos de crise econômica, muitas vezes, um diálogo sincero mostrando suas reais condições já poderá te ajudar e, quem sabe, sem nem chegar a ter que fazer empréstimos ou outras dívidas.

Por isso, uma dica é conversar com sua imobiliária para entender primeiramente quais alternativas você tem para lidar com aluguel atrasado. Existe algo pré determinado em contrato? É possível renegociar o valor ou até mesmo parcelá-lo até que você consiga se reerguer financeiramente? Explique sua situação e juntos vocês poderão achar um caminho, afinal, o momento atual atinge a todos de alguma forma.

Leia também: Quais despesas são responsabilidade do inquilino?

Se possível, você também deve buscar o diálogo com o proprietário do imóvel. Uma conversa que demonstre que vale a pena entrar em um consenso é o melhor caminho. Nem o proprietário perde o inquilino e a fonte de renda, e o inquilino continua com um imóvel para morar e com mais tempo e chances de se restabelecer financeiramente. Quanto mais flexível você se mostrar, mais o outro lado pensará em formas. Quanto mais irredutível você for e ameaçar deixar o imóvel, por exemplo, mais você dificulta a decisão do proprietário/imobiliária ao pressioná-lo.

Para isso, alguns caminhos podem ser mostrados durante uma conversa sobre aluguel atrasado: que tal uma redução temporária no valor das mensalidades? Há quem consiga de 20% a 50% de desconto por determinado período. Ou, se possível, que tal propor congelar algumas parcelas por um tempo definido para que você tenha tempo de buscar por outras fontes de receita? Ao fim desse prazo estabelecido, você pode negociar que este valor seja diluído nas parcelas seguintes. Ótima dica também caso você já tenha aluguéis em atraso.

Por fim, caso nenhuma forma de negociação seja possível, talvez seja a hora de você considerar um novo local para morar onde o custo de vida seja mais baixo. Mas dessa vez, organizando suas finanças para estar preparado para emergências. Se quiser algumas dicas, montamos um guia completo do inquilino com tudo que você precisa saber antes de alugar

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Organize suas finanças!

Seja qual for o caminho que você optar, algo fundamental é organizar sua vida financeira, ainda mais em tempos como esse. Se com certa frequência você tem o aluguel atrasado, talvez seja o momento de você reavaliar seu custo de vida. Será que um aluguel de menor valor já não te traria uma certa folga no mês?

Uma das recomendações para quem busca organizar sua vida financeira é anotar todas as suas despesas mensais. Isso vai te ajudar a entender melhor muitos aspectos da sua vida financeira. Vale pôr no papel ou em uma planilha tudo aquilo que for recorrente, como mensalidade de carro, planos de saúde, gastos com educação, compras parceladas, entre outros. Isto feito, você poderá comparar com seus ganhos mensais e terá uma noção do quanto poderá gastar com aluguel. Qual valor mensal cabe no seu bolso sem ficar muito apertado?

Quando for organizar seus gastos, lembre-se também de sempre reservar uma parte do orçamento para gastos emergenciais, algo como um fundo de reserva. Esse valor muitas vezes poderá evitar um aluguel atrasado, entre outras contas. Com todos seus gastos mensais considerados, e analisando também seus ganhos, você terá uma visão melhor, inclusive, do que poderá cortar de gastos, se for o caso, ou onde poderá investir mais.

Lembrando também que tudo isso vale para caso esteja pensando em adquirir um imóvel, já adquiriu ou está em processo.

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Se inteire da lei: prazos e multas de acordo com a lei do inquilinato

Se você nunca ouviu falar, em 18 de outubro de 1991 entrou em vigor a Lei Federal de nº 8.245, que ficou conhecida como a Lei do Inquilinato. Desde sua criação, a lei serve como diretriz para a elaboração das cláusulas de contratos de locação de imóveis, tanto residenciais quanto comerciais.

Importante saber que você tem, garantido pela Lei do Inquilinato, o direito de pedir a quebra de contrato de aluguel a qualquer momento, antes ou durante a vigência. Esse pedido de rescisão pode ser feito com ou sem o aviso prévio de 30 dias.

Algumas imobiliárias já tem por padrão estabelecer um contrato de aluguel de 30 meses. E se você é inquilino e respeita o aviso prévio de 30 dias, pode encerrar seu contrato sem a necessidade de pagar uma multa (desde que já tenha completado 12 meses de aluguel).

Você pode se interessar: Manutenção e reparo de imóvel alugado: os direitos do inquilino

Ainda segundo a lei, o inquilino que faltar com o pagamento do aluguel pode ter que desocupar o imóvel em até 15 dias. O proprietário, por sua vez, não pode expor o inquilino inadimplente publicamente e muito menos invadir ou tomar o imóvel sem os meios legais. Contudo, é importante ter em mente que o proprietário tem o direito de iniciar uma ação de despejo com um dia de atraso do aluguel.

Como comentado anteriormente, uma conversa com sua imobiliária pode trazer esclarecimentos e caminhos possíveis, pois caso o contrato tenha garantias como seguro-fiança ou mesmo fiador, estes dispositivos poderão ser acionados. Caso tenha feito um contrato de aluguel com caução, isso também poderá te ajudar.

Ficou com alguma dúvida sobre o que você pode fazer ou sobre a lei do inquilinato? Deixe seu comentário abaixo!

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