Ernani Assis, CEO da eXp Brasil, conversou com a gente no segundo episódio da FixLive e contou um pouco sobre como o Brasil é visto mundo afora e qual o momento das imobiliárias tradicionais no país.

Diante das boas perspectivas do mercado imobiliário, será fundamental não somente aproveitar o momento, mas saber dar continuidade.

Não há dúvidas que vivemos um momento histórico. O sistema imobiliário como um todo, incluindo construtoras, incorporadoras e os mediadores – tais como as próprias imobiliárias, precisarão de muita cautela e prudência em relação ao que poderá ser feito mediante as perspectivas positivas que têm sido observadas no mercado imobiliário em especial.

Mesmo em meio a pandemia, o mercado imobiliário de São Paulo, por exemplo, registrou aumento de vendas. Além disso, também houve aumento no número de corretores e importantes players do setor que afirmam que estamos vivendo até mesmo um “mini boom” no mercado imobiliário.


Segundo Ernani Assis, CEO da eXp Brasil, com tais perspectivas, não bastará apenas saber aproveitar o momento, mas também se preocupar com o planejamento de ações que darão continuidade a boa fase.

“É preciso se preocupar em extrair valor desse momento, sim, mas sem deixar de pensar no curto, médio e longo prazo do que será feito. É muito importante entender quais são os processos e os métodos que vão tornar mais ágil a sua prestação de serviço e o seu engajamento nesse ecossistema. Isso trará vantagem competitiva que poderá ser um grande diferencial”, afirma.

Ernani Assis

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Como o mercado imobiliário brasileiro é visto pelo setor no exterior?

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Primeiramente, é importante ressaltar que o Brasil é um país de dimensões continentais e conta com um dos maiores déficits habitacionais do mundo. Por isso, diversas grandes empresas mundo afora veem o Brasil como uma grande oportunidade. Além de possuir oportunidades de exploração para intermediação como nenhum outro país tem, também é um dos maiores em engajamento com tecnologia nas mais diversas áreas, não somente para o mercado imobiliário, o que facilitaria a implementação de novas tecnologias para o setor.

“Os números do Brasil falam por si mesmos. Somente o déficit habitacional já faria com que grandes empresas internacionais olhassem para o Brasil de forma diferente”, afirma Ernani. Segundo o CEO da eXp, o Brasil possui o maior nível de oportunidade que conhece. “Por isso, a eXp escolheu o Brasil para investir”.

Será o fim das imobiliárias tradicionais? Como elas podem se transformar nesse processo?

Este tem sido um assunto bastante debatido nos últimos anos. O quanto essa transformação tem impactado o corretor de imóveis também vem sendo discutido. Com as transformações digitais cada vez mais presentes em nosso dia a dia, é natural que se espere também uma grande mudança de um setor tão expressivo quanto o imobiliário. Contudo, acompanhar essas mudanças e entender os processos para poder se transformar, segundo Ernani, é algo que cabe muito mais aos líderes das imobiliárias. O futuro do setor imobiliário está mais em suas mãos do que das imobiliárias em si.

“A pergunta, no fim, se dirige a todos os setores: como eu faço para me manter relevante em meio a todas essas mudanças?”, questiona Ernani. Para ele, esse é o ponto crucial e que deve ser considerado. Falar do negócio imobiliário, da instituição ou companhia imobiliária, pode ser uma questão bastante complexa.

Isso porque existem muitas imobiliárias no mercado hoje, desde as mais pequenas até as mais estruturadas, com governança corporativa, processos e métodos de transformação digital já bem estabelecidos. Por isso, a questão, no fim, se volta para o líder, para aquele que decide as ações que manterão seu negócio relevante no mercado. E não somente frente aos consumidores, mas também para os corretores.

Na visão de Ernani, nós sempre teremos um modelo adequado para o momento. “O modelo que vivemos hoje é associado à transformação digital e cultural. Por isso venho falando de modelos híbridos, que não visa somente servir melhor, mas também para que você possa ter processos para reduzir todas fricções da jornada, diminuir a cauda longa o máximo possível, entregar valor para que as pessoas possam fazer aquilo que elas fazem de melhor: cuidar do cliente, fazer um processo de anamnese (que, no contexto, é entender as dores do cliente), entender sua necessidade. Enfim, toda parte que a tecnologia não vai conseguir entregar”.

Quanto mais ágil e híbrido você for, independente do seu tamanho, maior será sua relevância nas suas entregas.

Todas empresas devem se atentar para esses pontos de acordo com sua necessidade e tamanho. Quem for mais ágil, terá oportunidade de dar continuidade ao crescimento de suas companhias, usando a tecnologia como sua aliada, não como um fator de preocupação. “Dizer que as imobiliárias vão acabar é menosprezar o empresário”, ressalta.

Como o mercado internacional pode servir de referência para o Brasil?

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Esse é um tema bastante delicado. É preciso ter muito cuidado ao dizer que determinadas iniciativas devem ser copiadas. Nem tudo que foi feito no exterior já foi comprovado mundo afora. Quando nos comparamos com países mais maduros, o fundamento básico de uma estruturação de processos está muito associado à qualificação da organização das informações. Dizer que tudo que se faz em um país mais desenvolvido, como os Estados Unidos, por exemplo, vai dar certo em qualquer lugar, pode ser uma aposta de risco.

No caso dos EUA, eles possuem todo um sistema de organização de informações muito mais centralizado e de fácil acesso, muito bem organizado há anos. Aqui no Brasil, nós ainda seguimos nessa luta. Por isso, Ernani diz que se for para ressaltar algo que seria importante prestarmos atenção como referência, seria como os EUA, por exemplo, tem transformado a relação entre imobiliárias e corretores.

O que podemos fazer de diferente para aproximar esses dois lados? Como trazer equidade nessa relação entre contribuição e compensação? Como podemos ser relevantes,engajar e reter pessoas dentro do nosso time por meio de uma troca de valores? Esse é um ponto bastante importante e que a tecnologia poderá auxiliar de forma associada.

Como visto, é importante ressaltar que um dos grandes motores dessa transformação é a informação, os dados. Nesse contexto, a Fix tem tido como missão trazer informações de qualidade, bem como abrir portas que, por vezes, parecem ser muito complexas. Seja por meio de lives para debater temas atuais e relevantes do mercado imobiliário, conteúdos em blog, entre outros.

Você confere esse bate papo na íntegra pela FixLive, nosso podcast no Spotify, ou confira abaixo.

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