Quais mudanças no setor imobiliário aconteceram em 2020? Esse foi um ano cheio de mudanças, causadas principalmente pela pandemia de Covid-19. Assim, muitas coisas que estavam previstas acabaram não sendo realizadas, enquanto outras que não eram esperadas acabaram acontecendo. Isso em praticamente todos os setores.

Esse era considerado um ano positivo para o mercado imobiliário, apontado por especialistas como ideal para a recuperação e retomada, após algum tempo de queda. Desse modo, o comportamento do consumidor em 2020 passou por algumas alterações. Afinal, as pessoas passaram a ficar mais tempo em casa devido ao isolamento social.

A ideia das pessoas que pensavam em comprar um imóvel ou alugar, passou por alguns ajustes. Uma tendência que vinha acontecendo nos últimos anos, envolvendo a procura por lugares compactos, foi superada. Agora a ideia é outra: buscar ambientes confortáveis e capazes de entregar tudo o que é buscado por quem planeja descansar.

Mudanças no setor imobiliário: 2020 foi um ano atípico

O mercado imobiliário brasileiro sofre altas e baixas ao longo dos anos, isso é algo comum por aqui. Por exemplo, entre 2008 e 2013 vivemos um período de grande crescimento, onde o número de lançamentos era maior a cada ano. Em seguida, de 2014 até 2018, foram anos complicados, nem mesmo a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos animaram o setor.

A partir disso, o mercado começou a se recuperar e 2019 foi um ano positivo. Nos primeiros meses de 2020, antes da pandemia ganhar força, o setor imobiliário era considerado uma das melhores apostas para o mercado financeiro. Afinal, após anos estagnado, voltou a ser um dos focos de crescimento da economia.

Mas, a partir de março o jogo mudou, e os meses seguintes até agosto de 2020 foram tensos para o setor da construção civil e das imobiliárias. Neste período houve queda no número de lançamentos e de vendas concretizadas. Porém, o cenário que parecia tenso teve uma alteração já a partir de agosto, com uma nova retomada.

De fato, o ano começou com uma expectativa elevada, de que finalmente o setor imobiliário conseguiria deslanchar novamente. Só que a pandemia freou essa empolgação, que agora fica guardada para os próximos anos. Então, 2020 se encerra com um saldo positivo, mesmo com muitos sonhos adiados pelos mais diversos motivos.

Se colocarmos na balança tudo o que aconteceu ao longo destes 12 meses, o cenário não é dos piores. Por mais que as expectativas fossem altas, o resultado mostra que o futuro é positivo e que as pessoas estão interessadas na compra de imóveis. Assim como o número de aluguéis deve voltar a crescer rapidamente.

A casa agora é protagonista na vida do brasileiro

mudanças no setor imobiliário

O dia a dia do brasileiro é cada vez mais corrido, para chegar até o trabalho é preciso enfrentar um trânsito pesado, pelo menos para quem mora nas grandes cidades. Mas, devido ao isolamento social e o avanço do novo coronavírus, muitas empresas adotaram o home office. Desse modo, as pessoas desenvolveram uma nova relação com seus lares.

A casa passou a ser uma protagonista da relação, já que as pessoas começaram a ficar muito mais tempo em suas moradias, seja porque não vão até o trabalho como pela falta de festas e entretenimento. Assim, a expectativa é que surjam no mercado imobiliário novas práticas capazes de melhorar o bem-estar da população, sem deslocamento.

Isso quer dizer que, não para 2020, mas para os próximos anos, a ideia é que as casas passem a oferecer mais espaços multiuso. Então, devem ser confortáveis não apenas para o trabalho, mas também para permitir que as crianças e adolescentes possam fazer suas atividades escolares. As salas de jantar, por exemplo, em muitas casas foram transformadas em escritórios.

A partir disso, as incorporadoras e imobiliárias precisam levar mais alguns detalhes em consideração antes de oferecer um imóvel para seus clientes. Eles perceberam que não basta somente passar informações técnicas sobre os empreendimentos, é necessário fornecer dados emocionais para chegar ao objetivo. Aliás, os gatilhos mentais podem ser uma boa ferramenta neste momento.

Uma das mudanças no setor imobiliário é a relação com os imóveis

As pessoas que passaram a ficar boa parte de seus dias em casa, para se proteger da Covid-19, perceberam a necessidade de realizar melhorias. Por isso, não é de se espantar que a partir de 2021 o número de pequenas obras aumente constantemente. Além disso, algumas pessoas perceberam a necessidade de investir em uma nova propriedade.

Levando em conta as informações do tópico anterior, podemos afirmar que agora as pessoas estão mais em busca de conforto do que nunca. Antes, muitas pessoas passavam 10 horas por dia longe de casa, chegavam do trabalho às 19h, dormiam às 23h e no outro dia cedo saiam novamente. Então, basicamente não conseguiam aproveitar os benefícios presentes.

Agora com mais tempo no lar, muitos perceberam como é importante fazer esse investimento, seja para comprar a casa própria ou alugar um imóvel mais aconchegante. O número de lançamentos imobiliários cresceu nos últimos meses de 2020 e a tendência é de que a procura por imóveis siga elevada ao longo dos próximos anos.

Cômodo extra é uma das tendências

Nos últimos anos era constante a procura por apartamentos compactos nos grandes centros urbanos, com áreas compartilhadas grandes. Mas, uma das mudanças no setor imobiliário, em relação ao comportamento dos consumidores, é o desejo de viver em ambientes maiores. Esse desejo é influenciado principalmente pelo home office.

Ao que tudo indica, muitos interessados na compra de imóveis passarão a optar por apartamentos com um cômodo a mais. Então, esse extra será usado como escritório, para que o trabalho em casa seja realizado de maneira mais profissional e efetiva. Além disso, alguns imaginam que a busca por imóveis longe dos centros urbanos será maior.

Infraestrutura do condomínio será mais exigida

Além de estarem mais interessados em imóveis maiores, os consumidores também buscam por entretenimento, desde que estejam longe dos riscos de contaminação. Em dezembro foi aplicada no Reino Unido a primeira vacina contra a doença, mas até a população ser imunizada em massa, pode demorar. Além disso, é difícil afirmar qual será a duração das doses.

Pessoas que moravam em apartamentos pequenos e antigos, com pouca área de lazer disponível, passaram a procurar novos imóveis. Assim, a busca ao longo de 2020 foi por opções com tamanhos semelhantes, porém, com mais opções de lazer, para beneficiar toda a família.

Isso quer dizer que estão interessados em morar em locais com academia melhor e até mesmo piscina com raia que permita a prática de esportes. E se essa ideia permanecer nos próximos anos, fará com que as empresas da construção civil passem por adaptações também.

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