A venda de imóveis no Brasil venda de imóveis dispara com juros menores e alta demanda. Mesmo em um período de pandemia, onde muitas pessoas possuem dúvidas sobre os seus empregos, o setor continua demonstrando claros sinais de recuperação. Existem 4 fatores principais que são os responsáveis pelos números positivos.

No ano anterior, em 2019, analistas indicavam que 2020 seria um ano de consolidação para o setor imobiliário. O departamento vinha apresentando melhoras em seus números desde 2018, e deveria mostrar o potencial em 2020. Contudo, a pandemia de Covid-19 gerou dúvidas sobre diversos aspectos, que num primeiro momento prejudicaram as vendas.

Inegavelmente o setor da construção civil está em um período bastante positivo. Nos últimos anos, de 2008 a 2013, a venda de imóveis era algo constante e navegava em águas tranquilas. Mas, depois isso mudou, com 5 anos de tensão, poucos lançamentos e vendas. Agora a realidade é outra novamente, com vendas aumentando mesmo durante a pandemia.

Venda de imóveis dispara e registra o melhor mês desde 2014

Mês após mês a venda de imóveis tem dado provas de que o setor está se recuperando, não só da crise econômica causada pela Covid-19, mas também da baixa enfrentada desde 2013. Em julho e agosto a construção civil comemorou ótimos números, os melhores desde maio de 2014. Contudo, é bom lembrar que a pandemia continua e a expectativa é de novas altas.

Entre maio e julho houve um aumento de 25% nas vendas em comparação com o mesmo período do ano passado. Considerando apenas julho, o avanço foi de 58% na comparação com os números de 2019. É algo tratado como crescimento em formato de “V”, muito desejado pelos envolvidos com o setor e pelo ministro Paulo Guedes. Enfim, a venda de imóveis está em um grande momento.

Já em agosto, conforme dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), o resultado mostrou um avanço de 63,8% melhor do que o registrado no mesmo mês de 2019. Segundo o indicador calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o crescimento acontece principalmente nos segmentos de médio e alto padrão.

Apenas em agosto foram vendidas 10.949 unidades em todo o país, sendo que os mais baratos dispararam em vendas. Além disso, falando sobre setembro, foram liberados R$ 12,9 bilhões para a compra de imóveis em todo o país, apenas com recursos da poupança. Esse volume é 70,1% maior do que em setembro de 2019.

Venda de imóveis dispara, entenda o porquê

Existem basicamente 4 fatores que levaram o mercado imobiliário a apresentar um forte crescimento desde maio. Quem acredita que a pandemia de Covid-19 foi péssima para o setor está enganado. Um mês após o outro os resultados têm sido positivos no setor da construção civil.

De fato, a venda de imóveis disparou com juros menores e alta demanda. O setor da construção civil está em plena recuperação, algo que era previsto por especialistas para 2020, mas que foi retraído nos primeiros meses do ano devido ao coronavírus. Confira agora 4 fatores responsáveis por esse aumento:

1. Busca por qualidade de vida

Especialistas no setor imobiliário tem indicado que a elevada procura por moradias é um sinal claro do isolamento social. Essa política para conter a disseminação da Covid-19 fez com que as pessoas percebessem como é importante morar em um lugar confortável. Desse modo, passaram a investir em novas casas e apartamentos.

Muitas empresas, principalmente aquelas que possuem atuação focada em escritórios, transferiram suas atividades para o home office. Além disso, mesmo após a descoberta de uma vacina e o fim da pandemia, devem continuar neste modelo de jornada. Afinal, a tecnologia facilita esse modelo de gestão e os resultados obtidos têm sido bastante positivos.

Por isso, tem sido comum a busca por um ambiente mais aconchegante para morar, que inclui questões como: espaço garden, cômodos mais amplos e qualidade de infraestrutura. Enfim, quem ficou muito em tempo em casa durante a pandemia percebeu como é importante morar em um local agradável.

2. Queda nos juros

A Taxa Selic foi reduzida a 2%, o seu menor patamar da história, mas o que isso quer dizer? Se você não tem um grande entendimento de economia, o número pode até ser confuso. Contudo, isso quer dizer que na prática ficou mais fácil para comprar imóveis. Os bancos reduziram os juros dos financiamentos, permitindo que diversas famílias realizassem o sonho da casa própria.

Os números dos últimos meses têm sido positivos em praticamente todas as grandes cidades brasileiras. Em setembro, por exemplo, apenas Recife (PE) registrou menos venda em comparação com o mesmo período do ano anterior, por outro lado, em São Paulo houve um aumento de 25,7% nas vendas. Mas, ao avaliar o resultado dos últimos 12 meses, boa parte das cidades continua apresentando um saldo negativo.

A queda na Taxa Selic é boa tanto para quem pensa em comprar um imóvel financiado quanto para as pessoas que já possuem um financiamento. Desse modo, é possível que procurem a instituição financeira, para negociar uma nova forma de pagamento. Portanto, a queda nos juros é um dos fatores principais para a venda de imóveis.

3. Queda nos lucros de investimentos

Essa condição não está ligada a pessoas que compram um imóvel para morar, mas sim para alugar. Com a Taxa Selic em 2%, isso quer dizer que os investimentos em renda fixa também caíram. A poupança, por exemplo, está apresentando números baixíssimos, deixando de ser interessante.

A alta do dólar e a instabilidade no governo federal fizeram com que os investimentos em ações também não fossem garantia de lucro no fim do mês. Por isso, pessoas que possuem grandes capitais à disposição começaram a sacar seus investimentos e apostar no setor imobiliário. É mais um fator que contribui com esse crescimento.

Obviamente, o número de investidores com capacidade de fazer essa manobra é muito menor do que a quantidade de famílias interessadas em imóveis. A partir disso, os investidores podem ganhar dinheiro com os aluguéis de suas novas propriedades ou mesmo em revendas. Então, a queda nos lucros ajuda a aumentar as vendas de imóveis.

4. Déficit habitacional

Por fim, a quarta condição para fazer o setor imobiliário aumentar suas vendas em relação aos anos anteriores diz respeito ao déficit habitacional. Em 2019 registrou uma queda de 1,5%, representando “uma falta” de 7,797 milhões de moradias em todo o país. O estudo da Abrainc foi realizado com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

O estudo indicou que seriam necessárias a construção de cerca de 30 milhões de moradias até 2030, sendo 13 milhões para famílias com renda de até três salários mínimos. O Minha Casa Minha Vida, renomeado para Casa Verde e Amarela tenta suprir essa demanda, mas atinge principalmente as classes menos beneficiadas economicamente.

O déficit habitacional é um dos principais fatores para ampliar a procura por imóveis em todo o Brasil. Por exemplo, as pessoas perceberam que a queda na Taxa Selic tornou os juros e as condições mais convidativas para fazer aquisições. E desse modo, aqueles que possuem recursos para dar entrada realizaram compras, e devem continuar realizando.

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Venda de imóveis dispara e construção civil gera milhares de novas vagas

Venda de imoveis dispara com juros menores e alta demanda

Conforme dados divulgados pelo Ministério da Economia, foram criadas 45.249 vagas de emprego em setembro para o setor da construção civil. Isso representa 14% do total de vagas criadas no Brasil durante o mês. Esse é um claro exemplo de que o setor realmente está em alta, com diversos lançamentos sendo planejados.

Somando o período entre junho e setembro, então a construção civil recebeu 154.114 novos profissionais, o que indica 23% do total de novas oportunidades abertas no período. E no acumulado do ano o saldo é de 102.108 empregos. Entre março e maio houve uma queda, já superada.

FGTS vai disponibilizar R$ 69 bilhões para financiamentos em 2021

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou um orçamento de R$ 68,947 bilhões para 2021 em relação ao setor imobiliário. Desse total, serão R$ 56,5 bilhões voltados para a compra de habitações, e o restante divididos entre saneamento básico, infraestrutura urbana e FGTS-Saúde.

Originalmente o orçamento apontava um montante de R$ 77,9 bilhões. Falando apenas sobre os recursos do FGTS para a compra da casa própria, serão R$ 8,5 bilhões em 2021 e mais R$ 8 bilhões em 2022, representando uma queda contínua nos anos seguintes. Enfim, são recursos que vão fortalecer a venda de imóveis.

Portanto, tudo leva a crer que 2021 será um ano positivo para o setor imobiliário. Os juros baixos e a elevada demanda são indicadores do momento que o mercado está vivendo.

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